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Lider do Ministério de Dança - Evelin Estrada

22 de fev de 2010

Levita: servir ou ser servido?

Ser servo não é algo que se aprende, pode-se até aperfeiçoá-lo na caminhada, mas a verdade é que se nasce servo.

Pr. Erick Coelho

No ano de 1993, iniciei minha caminhada ao lado de Cristo e desde o primeiro ano de minha vida cristã senti uma forte inclinação para o serviço da casa do Senhor. Posso dizer, com certeza, que sempre gostei de trabalhar; sempre amei estar ao serviço de algo ou alguém. Desde menino não me lembro de uma tarefa que meus pais ou superiores tenham me passado que não tivesse prontamente realizado com prazer. E, olha que não era pelo simples fato de apenas mostrar a tarefa feita, mas principalmente o prazer de poder ter tido a honra de ser o escolhido para executá-la.

Tanto no convívio cristão como no convívio secular tenho tido oportunidade de conhecer diversos tipos de pessoas e é nítida a diferença entre quem serve, por servir, e quem serve com prazer e alegria. Pessoas que não servem apenas por um salário ou por uma recompensa qualquer, mas servem pelo simples e maravilhoso prazer de servir, de se sentir útil. Isso independe de ser ou não cristão, pois se existe um tipo distinto e especial de pessoas que nasceram com um maravilhoso dom, são aquelas que se dedicam ao serviço.

Quando o Senhor me chamou para segui-lo comecei a notar e muito me chamou atenção uma família em especial na Bíblia: a dos filhos de Levi. Esse homem, o terceiro filho de Jacó e Lia, ao nascer fez sua mãe sentir uma enorme felicidade no coração e a certeza de maior união com o Senhor, daí ter escolhido o nome Levi, que em hebraico significa “unido”. Talvez seja por esse motivo que essa família tenha o reconhecimento de “verdadeiros adoradores”, por serem unidos entre si e, principalmente ao Senhor. Na verdade eu não sabia muito bem o motivo pelos quais os filhos de Levi haviam sido escolhidos para o serviço até entender que eles, assim como eu, tinham algo em comum: o prazer em servir.
Ultimamente muito se tem falado sobre o ministério levítico. Muito destaque se tem dado ao assunto, onde os temas músicos e bailarinos têm se destacado. Porém, temos visto muitas confusões, erros e até algumas heresias a cerca desse grupo de pessoas que compõe a família de Levi, os levitas.

O que Deus me leva a entender com a história da casa de Jacó é que ninguém se torna um levita por um ‘batismo’ ou por imposição de mãos. Pode-se até se confirmar o ministério levítico com a imposição de mãos ou pela transferência de unção, mas não nos tornamos levitas, nascemos levitas.

A parte que nos cabe
Passei anos, mesmo sempre envolvido com o serviço na casa do Senhor, temendo ser chamado de levita, pois entendo que minha descendência judaica é muito fraca para eu me arriscar numa genealogia e daí ser chamado da família de Levi. Contudo, em Isaias 66:21 o próprio Deus diz: Também deles (os gentios) tomarei a alguns para sacerdotes e para levitas, diz o Senhor. Quando Ele diz isso está se referindo aos povos gentios que Ele arrebanharia.

Ser servo não é algo que se aprende, até se aperfeiçoa na caminhada, mas se nasce servo. O servo não serve esperando recompensa, serve pelo prazer de agradar o seu Senhor. O servo não serve esperando reconhecimento, serve pelo prazer de agradar a seu Senhor.

Tenho conhecido muitos levitas insatisfeitos, pois não são ‘reconhecidos nem valorizados’. Na nossa humanidade esperamos em vão o reconhecimento humano, precisamos lembrar que foi o próprio Deus quem disse ‘na sua terra herança nenhuma terás, e no meio deles nenhuma porção terás; EU SOU a tua porção e a tua herança entre os filhos de Israel’.

Deus não nos deu uma porção terrena, Ele nos deu a maior de todas as porções, porque Ele não nos deu uma porção efêmera e terrena, Ele nos deu uma porção eterna e celestial. Também não podemos ignorar o fato de que muitos pastores, igrejas e ministérios se esquecem que o mesmo Deus também ordenou que os levitas comeriam e participariam das ofertas do altar juntamente com os sacerdotes (Nm 18:2ss, Dt 18:1-4, Dt 14:29) e que tal ordenança quase sempre não é sequer conhecida, que dirá obedecida. Tanto em tempos bíblicos como hoje em dia, honrar é não desamparar (Dt 12:19), abençoar e até mesmo sustentar os levitas é uma ordem às comunidades que os abriga além de ser uma excelente oportunidade de semear em terreno fértil (Lucas 10: 7; Nm 18:24, 30, 31:30, 35:2; Dt 14:27-29).

Em busca do reconhecimento perdido

Mesmo sabendo que sua porção não é terrena, muitos levitas ainda esperam recompensa e reconhecimento humano. Constantemente tenho visto e sabido de levitas que estão desanimados e até mesmo alguns que foram abatidos porque na vã esperança de receber do homem algo que os supra.

Não adianta, foi Deus quem disse que a nossa provisão viria dEle. Somos tendenciosos em pensar que existam dois mundos distintos, duas vidas dissociadas: uma vida devocional, consagrada, separada, santa e intocável e outra a vida secular desregrada, comum, incrédula e indiferente. Essa vida não existe para nenhum cristão, principalmente para os levitas que são separados para o serviço no templo, no altar, na adoração.

Quando nosso patrão, no trabalho secular nos atrasa o salário, nós simplesmente chegamos com ele e dizemos: seu ‘fulano’ cadê meu pagamento? Mas quando nossa recompensa é pelo serviço na casa do Senhor o que geralmente se pensa é: a culpa é do pastor que não me reconhece. Ou o pastor se preocupa mais com os irmãos ricos do que comigo; ele está mais interessado na pintura da igreja, na mudança dos bancos ou ainda em trocar de carro. E, por último alguns ainda se questionam: eu faço o que faço e nem muito obrigado eu recebo, pois apenas sou lembrado quando falto.

Deus, o melhor patrão

Muitos têm buscado em vão elogios e reconhecimento humano. Quem tem mais para te dar: Deus ou os homens? Quem é mais fiel: Deus ou homens? Quem é melhor patrão: Deus ou homens? Não adianta, os levitas têm o caráter insaciável, e sabem por que? Porque fomos programados, desde o ventre, para receber diretamente do altar de Deus (diretamente de suas mãos).

Nada que homens nos façam, por maior e mais significativo que seja, não poderá nos saciar, qualquer salário que os homens possam ter intenção de nos pagar por mais alto que seja sempre será infinitamente inferior ao que Deus quer nos pagar. Por essa razão homens podem te pagar quantias incontáveis e ainda será pouco diante do que Deus tem para te dar, e você ainda se sentirá insatisfeito e incompleto sem ter a recompensa que vem de Deus.
Temos é que orar e esperar a recompensa do Senhor. Aí você pergunta: e minhas necessidades, meus desejos, meus sonhos e a minha família para ser sustentada? E eu te respondo: por algum acaso Deus não conhece tuas necessidades? E ainda te pergunto: de onde Deus falou que vem o suprimento para suas necessidades? DEle ou de homens? Qual o seu maior desejo: realizar a sua própria vontade ou o desejo de Deus? Que sonhos você tem sonhado: os seus ou os dEle?

A bênção mora ao lado

As respostas a todos esses questionamentos estão na própria boca de Deus: ‘fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão’ (Sl 37: 25) e Deus também diz: ‘Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus’ (Fl 4:6 e 7). Em resumo: Você está precisando de sustento? Peça de Deus em oração e O adore, use essa linda conexão que possuímos que é a adoração para apresentar a Ele as suas súplicas, anseios e necessidades. Submeta a Ele os seus sonhos e desejos.

Chega de procurar em seres limitados (homem) o nosso sustento. Chega de muitas vezes ter que se contaminar com o mundo para conseguir migalhas. Nosso ‘Patrão’ é o Dono do ouro e da prata (Ag 2: 8). Vamos buscar nEle o nosso salário, pois foi Ele mesmo quem disse que ‘digno é o trabalhador de seu salário’ (Lc 10: 7). Ora se Ele é quem dignifica o trabalhador pelo salário, você acha mesmo que Ele não vai cumprir esse princípio com você?

Arrependa-se de todas as vezes que você murmurou e que aceitou migalhas pensando que essa era sua recompensa. Reflita sobre todas as vezes que até blasfemou por causa de sua recompensa e de que de agora em diante vai preferir o eterno ao invés do efêmero; o divino no lugar do humano; ao infinito do que o limitado. Entre no gozo teu Senhor!

Deus vos abençoe com toda a sorte de provisão.

FONTE: http://www.harpaetamborim.com/est08.htm

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